A já consagrada cantora Maria Rita, que recentemente lançou seu quarto álbum de estúdio, se apresentou sexta-feira, dia 16 de dezembro, na Fundição Progresso. Esse quarto álbum, Elo, foi resultado de uma turnê sem nome com a qual a cantora já estava excursionando há mais de um ano. O disco surgiu como uma forma de a cantora agradecer a receptividade de seus fãs, e somou ao repertório algumas novidades que ainda não havia nem cantado ao vivo. De acordo com a própria cantora, o repertório do disco Elo contém músicas que não cantava há muito tempo, canções que vivia cantarolando pela casa, canções inéditas que não entraram em discos anteriores, encomendas de amigos. Quem estava com receio de o show ser somente uma apresentação desse repertório ainda não tão conhecido do novo álbum, respirou aliviado. Maria Rita apresentou diversas canções de sucesso de todos os seus quatro ábuns de estúdio.
O show teve início por volta de 00h30 com as canções “Conceição dos Coqueiros”, “Santana” e “Cupido”, sendo essa última faixa pertencente ao álbum homônimo de Maria Rita, primeiro de sua carreira, certificado em platina tripla pela venda de aproximadamente um milhão de cópias. Maria Rita fez uma pausa logo no começo do show para interagir um pouco com o público: agradecendo a presença de toda sua platéia, a cantora falou um pouco sobre o processo de criação do seu disco Elo. A cantora contou que, após montar o repertório novo que posteriormente deu origem ao novo álbum, resolveu se apresentar com essa nova proposta em uma casa de shows paulista que fosse relativamente pequena, para não criar expectativas. A partir daí a quantidade de shows com esse novo repertório foi aumentando, saíndo de São Paulo e se tornando o que é hoje. Após os minutos de conversa breve, o show teve prosseguimento com a sua versão para “Nem um dia”, de Djavan, presente em seu ábum Elo.
As pessoas na platéia levantaram suas vozes em um coro afinadíssimo quando Maria Rita começou a cantar a canção “Num corpo só”, e deu prosseguimento ao show com o sucesso “Tá perdoado” e com “Maria do Socorro”, todas do álbum Samba Meu, terceiro da carreira da cantora, que foi inclusive vencedor do Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Samba em 2008 e do Prêmio Multishow do mesmo ano na categoria Melhor Álbum. O público mostrou novamente estar com as letras na ponta da língua ao cantar junto com Maria Rita o sucesso “Cara Valente”, e ao final de “Muito pouco” só se ouviam os estalos causados pela quantidade de aplausos da platéia.
Após cantar o hino feminista “Pagu”, Maria Rita se dirigiu novamente ao público e anunciou que iria apresentar duas canções do álbum Elo que já há muito alimentava o desejo vontade de gravar, e que tinham inspirações em movimentos musicais como o jazz. Cantou, então, “Só de você” e “A história de Lily Braun”, músicas dos grandes nomes Rita Lee e Chico Buarque respectivamente. Voltando a falar diretamente para a platéia, Maria Rita falou sobre as três próximas músicas que cantaria, as três mais recentes em seu repertório. “Dá um frio na barriga, mas um frio bom. Espero que vocês gostem”, confidenciou. As canções em questão eram “Pra matar meu coração”, “Menino do Rio” e “Coração a batucar”.
O momento de auge do show foi na dobradinha “Encontros e despedidas” seguida da premiada canção de Rodrigo Maranhão “Caminho da águas”, Melhor Música no Grammy Latino de 2006. A cantora desejou boas festas antes de ir para a parte final de sua apresentação: “Muita paz, muita saúde, muita serenidade. Um bom ano de 2012 para todos.” Maria Rita, com seu jeito doce caractístico de fazer caras e bocas, encerrou o show por volta das 02h30 com o clássico “Não deixe o samba morrer” seguido da canção que foi recentemente tema de novela, “Coração em desalinho”. A noite, que começou com a apresentação de Nicolas Krassik e os Cordestinos terminou na Fundição Progresso com o batuque do Cordão do Bola Preta.







