CRÍTICA: NOSSO LAR

Por Thais Nepomuceno

O longa é uma adaptação da obra homónima de Chico Xavier. Narra a história do recém desencarnado André Luiz, que morre e é apresentado à sua nova condição, através dos ensinamentos espíritas. Os efeitos especiais mostram preocupação com a qualidade técnica e o não amadorismo dos profissionais envolvidos. O filme tem suas especificidades técnicas e seu público é restrito.

Com exceção da montagem, que no início do longa fragmenta duas partes da trama, que explica como André Luiz chegou ao ‘purgatório’, intercalando imagens dele no plano carnal e espírita.No decorrer da história, os espectadores descobrem o porquê de André vagar em tal lugar, sendo desnecessária a sua explicação inicial. O roteiro também possui algumas falhas, tendo diálogos redundantes e conversas sem construção muito elaborada. A fotografia varia de acordo com o plano: no carnal ele colore a vida da personagem principal; no Nosso Lar, o diretor de fotografia optou por mais clara, a fim de transpor a serenidade do local e já no purgatório onde a personagem inicia a trama, foi optado por um tom mais escuro.

As atuações transpõem a seriedade dos atores na crença. Por ter uma experiência teatral com espetáculos espíritas, Renato Prieto também demonstra seriedade e conhecimento da personagem e das doutrinas; mas não é o ator mais exímio do longa. Já Aramis Barros, que faz uma pequena participação, consegue em poucos minutos roubar o foco com seu talento e timming de humor.

“Nosso Lar” pode representar o início da produção de filmes espíritas de grande porte. Apresentando a expansão do cinema brasileiro em diferentes gêneros. Diferentemente dos filmes católicos, este apresenta qualidades técnicas indiscutíveis, mesmo tendo problemas na montagem e roteiro. Os céticos não devem se dar ao trabalho de vê-lo, este é um filme para pessoas que acreditam nesta doutrina.

7 comentários to “CRÍTICA: NOSSO LAR”

  1. Gilberto M. Soares
    31. Aug, 2010 às 6:15 pm #

    A crítica está assinada por este Sr. Guilherme (sem sobrenome)… Ela é dele mesmo ou o autor na realidade é a Srª Thais Nepomuceno?

    • Carlos Caroni
      31. Aug, 2010 às 7:34 pm #

      Gilberto, a autora da crítica realmente é a Thaís Nepomuceno. O nome do Guilherme Alves está aparecendo ali pq foi ele quem publicou a matéria no site.

      Abraços, Carlos

  2. Alexandro Castro
    05. Sep, 2010 às 10:22 pm #

    Se tem uma coisa que venho percebendo é que crítica é algo variável. O autor ressaltou a participação do Aramis Barros quando eu acreditava haver sido esse um dos momentos equivocados do longa. O humor ali foi inteligente, mas a interpretação um pouco teatral para aquele momento.
    De qualquer forma, parabéns pela crítica. Concordo em vários pontos.

  3. Oslimar Conceição da Silva
    05. Sep, 2010 às 10:44 pm #

    Gosto, é muito particular. Creio que todas as formas de arte tem que ser difundida para o maior número de pessoas possível. Afinal como achar que algo é bom ou ruim apenas baseado no gosto individual de alguém! Temos sim que valorizar o cinema nacional que perdeu muito espaço para os enlatados estrangeiros que muitas vezes não acrescentam nada (nem ódio e nem amor)só retratando muitas vezes a violência e a degradação humana. Qualidade só se obtém com trabalho, muito trabalho… independente do setor de atividade. Críticas ou elogios com fundo religioso deveriam ser deixado de lado, afinal estamos falando de um seguimento de arte, no caso, cinema brasileiro que precisa de muito recurso que no caso do Brasil anda muito escasso.

  4. ELITON ALMEIDA
    13. Sep, 2010 às 7:55 pm #

    PARABENS PELA CRÍTICA

  5. Thais Nepomuceno
    15. Sep, 2010 às 2:09 am #

    Obrigada a todos pelos comentários.
    As falhas do filme são perceptíveis, mas não há como argumentar contra a parte técnica, que é executada eximiamente.
    Apesar de não gostar deste gênero, fiquei entusiasmada pelo fato de se estar criando um novo gênero cinematográfico. E que venham mais filmes deste, como eu disse, para ele há um público específicos, os céticos devem evitar as salas que estejam exibindo Nosso Lar.

  6. ROGÉRIO FRAGA
    20. Oct, 2010 às 4:05 pm #

    Achei muito fantasiosa a maneira em que o filme aborda a vida pos morte, poderia ser de uma maneira mais natural sem écos na voz tudo branco até os cachorros, tudo muito certinho até sertas horas dava vontade de se levantar e ir em bora, apesar de ser espirita e acreditar na vida pos tumulo esperava mais desta produção se para mim que sou seguidor da doutrina já achei o filme chato e muito enfadonho imagine para um leigo, fica minha citica e um grande abraço a todos.

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