Os direitos do primeiro Harry Potter foram comprados em um momento crítico para a Warner. O estúdio passava por uma crise financeira após o fracasso fenomenal de Batman e Robin (1997) – com George Clooney no papel do homem- morcego. O livro já era um sucesso de vendas, mas acredito que nem a autora J. K. Rowling imaginava as proporções que suas criações iriam tomar. Harry Potter e a Pedra Filosofal estreou em 2001 e entrou para a história do cinema. História que está prestes a ganhar um fim com o sétimo e penúltimo filme da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte, dividido em duas partes.
O bruxinho cresceu em todos os sentidos. Os atores foram envelhecendo e amadurecendo aos olhos do espectador. Os números milionários da franquia continuam a engordar os bolsos de seus idealizadores e os filmes foram ganhando uma estética apurada, sombria e tecnicamente impecável. O Harry Potter de 2001, sob direção de Chris Columbus, é definitivamente um dos mais fracos, apesar de ser o marco inicial da série. O diretor é mais conhecido pelo sucesso dos anos 80 Os Goonies. Assistindo ao filme hoje, percebemos como os efeitos especiais envelheceram mal, e o espectador mais atento acha muitas falhas no filme. O segundo, Harry Potter e a Câmera Secreta (2002), manteve o diretor e as cores características, como os uniformes da Escola de Bruxaria de Hogwarts.
A grande virada da série veio com Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (2004),com direção de Alfonso Cuarón. O mexicano já havia dirigido o gracioso A Princesinha (1995), Grandes Expectativas (1998), com Gwyneth Paltrow, e o divertido E Sua Mãe Também (2001). A saga do bruxo ganhou um tom mais sombrio e uma nova estética que, com pequenas mudanças, nortearam a série até este penúltimo capítulo. O filme tem 146 minutos, que para mim passaram voando. Não sou fã n° 1 de Harry e sua trupe, mas o espectador é levado através da história de uma forma irresistível.
O filme alterna ação e emoção na medida certa - mas definitivamente é para iniciados. Quem não acompanha a história e por acaso resolveu ver As Relíquias da Morte, vai ficar perdido. A franquia é poderosa e a saga é grande demais para se “auto- explicar”. Um breve resumo do que aconteceu, algo comum a filmes em série, quebraria a narrativa, prejudicando seu andamento. Tudo neste Harry Potter e as Relíquias da Morte é impecável. O elenco de apoio como sempre está maravilhoso. Uma bela fotografia de Eduardo Serra. Uma trilha sonora marcante, com a característica música de abertura e novos sons, que ficaram a cargo de Alexandre Desplat.
Este filme é o terceiro dirigido por David Yates, que já imprimiu seu tom e também vai assinar a segunda e última parte de As Relíquias da Morte. No filme anterior, O Enigma do Príncipe, os personagens definiram bem de que lados lutariam daqui para frente, portanto não há surpresas e nem um grande mistério a ser resolvido. A saga se aproxima de seu final e o momento é mais de respostas do que de perguntas, como nos outros filmes. O gostinho de “quero mais” fica no ar ao final da projeção e aumenta ainda mais a ansiedade pelo capítulo final, com lançamento programado para julho de 2011. Estreia: 19 de novembro.
Por: Tais Carvalho







Acho o Cuarón melhor do que o Yates. Mas to super ancioso pra ver esse filme *-*
eu tbm naum vejo a hora
Acho o Cuarón melhor do que o Yates. Mas to super ansioso pra ver esse filme *-*